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Como se aprende a gostar de ler? Como descobrir prazer na História? Este sítio destina-se principalmente aos alunos do 2º ciclo, tanto aqueles que amam os livros e são entusiastas pela história como os outros que poderão vir aqui a descobrir que afinal para gostar é preciso tentar.

Ilustração: Ivan Zigg

terça-feira, 30 de julho de 2013

A Condessa de Ségur

Hoje vou falar de uma escritora cujos livros fizeram parte da minha infância e pré-adolescência. Com estes livros vivi as peripécias dos seus protagonistas, normalmente crianças cuja rebeldia era possível vencer com bons exemplos - demasiado perfeitos, diga-se de passagem. Apesar dos muitos anos que nos separam da época em que estes livros foram escritos, continuam a poder captar a atenção do público jovem transmitindo-lhes valores intemporais.

Condessa de Ségur

Escritora francesa, de nome verdadeiro Sophie Rostopchine, nascida a 19 de julho de 1799, em São Petersburgo, na Rússia, e falecida a 9 de fevereiro de 1874, em Paris, na França. Filha do conde Rostopchine, ministro do czar e governador de Moscovo, passou a infância na propriedade de família em Voronovo, na Rússia. Em 1817, o pai de Sophie foi acusado de ter ordenado o ateamento de fogos em Moscovo para impedir o reabastecimento das tropas napoleónicas. A família teve de fugir e refugiou-se em França. Dois anos mais tarde, em 1819, Sophie casou com o Conde Eugène de Ségur e tornou-se Condessa de Ségur. Durante a viagem de núpcias viu um castelo em tijolo rosa, no campo, que o pai acabaria por lhe oferecer. Mudou-se com o marido para o campo, para Nouettes à Aube, mas este nunca se adaptou ao tipo de vida rural e passava grandes temporadas em Paris. O casal teve oito filhos, cinco dos quais nascidos em Nouettes à Aube. Quando chegaram as netas, a condessa passou muito do seu tempo a contar-lhes histórias. Depois, as netas  Camille e Madeleine de Malavet foram viver  para Londres, com o pai, e a Condessa de Ségur para ocupar o tempo  passou a escrever as histórias que habitualmente lhes contava. Tornou-se escritora já  depois  dos  50 anos, altura em que começou a  publicar  os seus  livros  que  fizeram bastante sucesso. Os romances tinham sempre a presença de crianças como protagonistas, o Bem vencia  sempre  o Mal, assim como era sempre possível corrigir os erros. Entre os seus livros mais conhecidos estão A Irmã do Inocente, A Pousada do Anjo da Guarda, Comédias e Provérbios, Memórias de um Burro, O Corcundinha, O Génio do Mal e Os Dois Patetas. Todas as suas obras, num total de mais de vinte romances, foram publicadas em França pela editora Hachette na coleção Biblioteca Rosa, dedicada aos jovens, especialmente às raparigas. A Condessa de Ségur morreu em 1874, em Paris, e, mais tarde, à escola de Aube foi dado o seu nome, como forma de homenagem.

Condessa de Ségur. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-07-30].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$condessa-de-segur>.









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