Fernando Pessoa
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Bem-vindo a este site.
Como se aprende a gostar de ler? Como descobrir prazer na História? Este sítio destina-se principalmente aos alunos do 2º ciclo, tanto aqueles que amam os livros e são entusiastas pela história como os outros que poderão vir aqui a descobrir que afinal para gostar é preciso tentar.
Os dois irmãos
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Maria Alberta Menéres
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Eu conheço dois meninos
que em tudo são diferentes.
Se um diz: “Dói-me o nariz!”
o outro diz: “Ai, meus dentes!”
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Se um quer brincar em casa,
o outro foge para o monte;
e se este a casa regressa,
já o outro foi para a fonte.
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É difícil conviver
com tanta contradição.
Quando um diz: “Oh, que calor! ”,
“Que frio!” - diz o irmão.
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Mas quando a noitinha chega
com suas doces passadas,
pedem à mãe que lhes conte
histórias de Bruxas e Fadas.
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E quando o sono esvoaça
por sobre o dia acabado,
dizem “Boa noite, mãe!”
e adormecem lado a lado.
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Meninos jogando bilboquê, sd
Belmiro de Almeida ( Brasil, 1858-1935)
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OU ISTO OU AQUILO
(Cecília Meireles)
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo. |

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A surpreendente
história de uma simpática viúva, uma herança choruda e um belo papagaio,
contada por uma das maiores escritoras do século XX, que é obrigatório ler.
Mesmo! Por isso, este conto faz parte das Metas Curriculares de Português
para o Ensino Básico e é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.
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“Esta é a história de uma escola de artes (o
Colégio das Artes).
A filosofia por detrás desta escola é a inovação: - juntar as várias artes num só espaço - fazer com que os alunos rodem entre as várias artes - fazer projetos conjuntos, onde todos possam intervir É uma escola secundária muito especial. Os alunos, que vão entrar para o 10º ano, serão os primeiros a estudar desta forma. Que desafios irão encontrar? E a escola - sobreviverá?” |
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É verdade, a
Escola Fantástica está a ser relançada e, é importante que se diga isto,numa coleção só
sua!!!
Esta história, que mereceu uma crítica em Leitura@Gulbenkian (ler aqui), é sobre o ensino das artes e como esta mistura de conhecimentos faz com que o crescimento seja mais equilibrado. Temas como anorexia, alcoolismo, ansiedade de palco, escolhas e solidariedade são partes integrantes desta coleção. Espero que gostem! |

Não saibas: imagina…
Deixa falar o mestre, e devaneia… A velhice é que sabe, e apenas sabe Que o mar não cabe Na poça que a inocência abre na areia. Sonha! Inventa um alfabeto De ilusões… Um a-bê-cê secreto Que soletres à margem das lições… Voa pela janela De encontro a qualquer sol que te sorria! Asas? Não são precisas: Vais ao colo das brisas, Aias da fantasia… Miguel Torga |
De repente
Ao lembrar dos brinquedos queridos Que ficaram esquecidos Dentro do armário Me bate uma saudade Me bate uma vontade De voltar no tempo De voltar ao passado Mas nada acontece Nada parece acontecer E eu choro Choro como o bebé que fui E a criança que quero voltar a ser Não quero crescer!
Clarice Pacheco
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E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem Vinham do campo e da cidade Qual a canção? Qual a viagem? Vinham p’rá escola. Que desejavam? De face suja, iluminada? Traziam sonhos e pesadelos. Eram a noite e a madrugada. Vinham sozinhos com o seu destino. Ali chegavam. Ali estavam. Eram já velhos? Eram meninos? Vinham p’rá escola. O que esperavam? Vinham de longe. Vinham sozinhos. Lá da planície. Lá da cidade. Das casas pobres. Dos bairros tristes. Vinham p’rá escola: a novidade. E com uma estrela na mão direita E os olhos grandes e voz macia Ali chegaram para aprender O sonho a vida a poesia. Maria Rosa Colaço |