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http://1.bp.blogspot.com/-1XIurxIbT7Y/To3eAg7Dz8I/AAAAAAAAAcg/GvUIoTAPws0/s1600/papagaiodepapel_ag.jpgBem-vindo a este site.

Como se aprende a gostar de ler? Como descobrir prazer na História? Este sítio destina-se principalmente aos alunos do 2º ciclo, tanto aqueles que amam os livros e são entusiastas pela história como os outros que poderão vir aqui a descobrir que afinal para gostar é preciso tentar.

Ilustração: Ivan Zigg

terça-feira, 17 de setembro de 2013

"Antigamente", um poema de Luísa Ducla Soares

A nossa Mãe Eva
mais o Pai Adão
nunca se vestiam,
nem com um calção.


Jesus não provou
jamais coca-cola
nem jogou futebol
no pátio da escola.


Não tendo fogão,
a Virgem Maria
comeu muitas vezes
a sopinha fria.


Dom Afonso Henriques
vestia armadura
e não se queixava
de a roupa ser dura.


A Rainha Santa
não tinha sanita.
Onde iria ela
se estava aflita?


O Vasco da Gama
fazia viagens
sem um telemóvel
para mandar mensagens.


Luís de Camões,
repara, que horror,
não escreveu os livros
num computador.


O Marquês de Pombal,
com tanto salão,
não pôde comprar
uma televisão.


Ó jovem que estás
sempre descontente,
não querias viver
como antigamente?

 Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo


Ler faz bem em qualquer lugar


"A Bicicleta Que Tinha Bigodes" de Ondjaki


             "Sonhei com a bicicleta bem colorida, os da minha rua brincavam com ela, o Camarada Mudo ria muito, a Avó Dezanove dizia para termos cuidado para não sermos atropelados por nenhum carro e para não atropelarmos mais nenhum bicho, a bicicleta do meu sonho era bem grande e zunia muito, amarela nas rodas, o quadro e o volante eram vermelhos e os para-lamas assim pretos, só que à frente, um pouco abaixo da zona do volante, ninguém ainda tinha visto: a bicicleta tinha uns bigodes iguais aos do tio Rui...Da mestria incomparável do jovem autor Ondjaki, uma história sem luz elétrica."


Cultiva livros...



Ler...


"A Língua de Nhem" de Cecília Meireles

A Língua de Nhem
Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.
E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também
a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,
e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,
ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...





sábado, 7 de setembro de 2013

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra

«Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me esforço um pouco para que mepareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir
Se não parar, mas seguir?
Vou passar a noite em Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena
De não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito,
Sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre
Esta angústia excessiva do espírito
Por coisa nenhuma
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho,
Ou na estrada da vida…»


Fernando Pessoa (1888-1935)
Poesia de Álvaro de Campos



domingo, 1 de setembro de 2013

As pirâmides da Ilha do Pico

Arqueólogos revelam segredos das pirâmides da ilha do Pico

Uma das 140 pirâmides estudadas pelos arqueólogos na Madalena do Pico. Foram todas construídas em pedras basálticas de origem vulcânica conhecidas por biscoitos. Algumas chegam a ter 13 metros de altura (o equivalente a um prédio de habitação de quatro andares) e câmaras no seu interior.
Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA)
Complexo de pirâmides com praça cerimonial


Será que as “pirâmides” da vinha do Pico já lá estavam quando os portugueses chegaram?


Depois da alegada descoberta de túmulos escavados na rocha por fenícios e cartagineses na Ilha Terceira, a mesma equipa de arqueólogos vem agora defender que os maroiços das vinhas da Madalena do Pico podem ter sido construídos muito antes do século XV. 

sábado, 31 de agosto de 2013

Palíndromos

Fonte: http://omundocompartilhado.blogspot.pt/

Palíndromos são palavras ou frases que podem ser lidas da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Podemos dizer que o palíndromo, comparado à frase comum, é como um bilhete de ida-e-volta. "Ana", por exemplo, é um nome palindrômico.
O vocábulo "palíndromo" é de origem grega, sendo formado pelos elementos "palin" (novo), mais "dromo"(percurso, circuito). Palíndromos também podem ser chamados de anacíclicos, ou seja, que voltam em sentido inverso, que refazem inversamente o ciclo.
Alguns especialistas atentam para não confundirmos versos sotádicos com palíndromos. Os versos sotádicos são aqueles que lidos da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda, também não alteram seu sentido, como por exemplo:
"Infelizmente morreram todos" = "Todos morreram infelizmente"
O palíndromo configura-se em uma das muitas maneiras de se interagir com a palavra e estaria presente inclusive nas Sagradas Escrituras, quando Adão teria dito sua primeira frase à Eva: "MADAM, I'M ADAM" ("Senhora, eu sou Adão").
Um dos palíndromos mais antigos e conhecidos está em latim: "SATOR AREPO TENET OPERA ROTAS" (O lavrador diligente conhece a rota do arado"). Este é considerado um palíndromo perfeito, pois pode ser lido em qualquer direção, inclusive de cima para baixo ou de baixo para cima. Observe:
S A T O R
A R E P O
T E N E T
O P E R A
R O T A S
O maior palíndromo que se conhece é a palavra finlandesa "SAIPPUAKIVIKAUPPIAS", de dezenove caracteres, que significa "vendedor de soda cáustica". Já a palavra palindrômica mais extensa do nosso idioma é o superlativo de omisso, OMISSÍSSIMO.
Na construção de sentenças, versos e frases o exemplo tido como mais antigo do Brasil é: "ROMA ME TEM AMOR". Depois deste, surgiram vários outros, dentre eles o conhecido: "SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS". Outros dois palíndromos que chamam a atenção pela extensão, são: "ME VÊ SE A PANELA DA MOÇA É DE AÇO MADALENA PAES, E VEM" e "LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL".
Existem palíndromos em outros idiomas, além dos já citados em português e inglês, tais como:
- Palíndromo em sueco: "NI TALAR BRA LATIN" (Vocês falam bem latim.)
- Palíndromo em espanhol: "DÁBALE ARROZ A LA ZORRA EL ABAD" (O abade dava arroz à raposa.)
- Palíndromo em latim: "ROMA TIBI SUBITO MOTIBUS IBIT AMOR" (Em Roma o amor lhe virá de repente.)


Quadrado Sator

Com a expressão quadrado Sator designa-se uma estrutura com forma de quadrado mágico  composta por cinco palavras latinas: SATOR, AREPO, TENET, OPERA, ROTAS, que, consideradas em conjunto (da esquerda para a direita ou de cima para baixo), dão lugar a um palíndromo.

A estrutura

A dispor as palavras numa matriz quadrada, obtém-se uma estrutura que recorda a dos quadrados mágicos de tipo numérico. As cinco palavras repetem-se se forem lidas da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo, ou de baixo para cima. No centro do quadrado a palavra TENET forma uma cruz.

A história do misterioso quadrado

O curioso quadrado mágico é visível num número bastante vasto de achados arqueológicos em diversas partes da Europa. Foi já encontrado em ruínas romanas de Cirencester (antiga Corinium) em Inglaterra, no castelo de Rochemaure, em Oppède, em Siena (parede da catedral), na abadia de Collepardo, Santiago de Compostela, etc. Por vezes as cinco palavras estão dispostas de forma radial, como na Abadia de Valvisciolo em Sermoneta, ou de forma circular, como na Colegiata de Sant'Orso de Aosta.
O exemplo mais antigo e célebre é o das escavações de Pompeia, encontrado em 1925. É uma incisão numa coluna do grande ginásio: teve grande importância nos estudos que se fizeram sobre a história do quadrado.
Quadrado de Sator em Oppède.

O enigma do significado

É difícil estabelecer com certezas o significado literal da frase composta por estas cinco palavras, já que o termo AREPO não existe estritamente na língua latina. Algumas conjeturas sobre esta palavra levam à tradução, com sentido pouco claro, como o semeador, com o seu carro, mantém com destreza as rodas, da qual se tenta tirar algum sentido através da referência a um semeador como citação de um texto dos Evangelhos.
Se se pensar que o termino AREPO é o nome próprio de um misterioso semeador, chega-se à tradução: “Arepo, o semeador, mantém com destreza as rodas”, o que parece aludir a práticas agrícolas.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gramática musical

Concordância

Deolinda

Eu sou um pronome
Um pronome pessoal
Sou a primeira pessoa
Do sujeito singular
Ele é um pronome
Igualmente pessoal
E quer que eu me junte a ele
Numa relação plural
Mas onde está o meu substantivo?
E que verbos posso ambicionar?
Chamem-me nomes, maus adjetivos
Se é p'ra pior eu não vou mudar
Eu sou um pronome
Um pronome pessoal
Sou a primeira pessoa
Do sujeito singular
Ele é um pronome
Igualmente pessoal
E quer que eu me junte a ele
Numa relação plural
Mas eu não sou artigo indefinido
Nem um coletivo, nem um numeral
Eu tenho nome e p'ra mim exijo
Mais concordância gramatical
Sou um sujeito
Procuro um verbo
E um bom complemento direto
Quero frases afirmativas
E não viver em voz passiva
Somos sujeitos
Queremos verbos
Bons complementos diretos
Queremos frases afirmativas
E emoções superlativas
Somos sujeitos
Queremos verbos
Bons complementos diretos
Queremos frases afirmativas
E emoções superlativas
Eu sou um pronome
Um pronome pessoal
Sou a primeira pessoa
Do sujeito singular
Ele é um pronome
Igualmente pessoal
E quer que eu me junte a ele
Numa relação plural


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Coleção " Os Arqueólogos " de Maria Miguel Jorge

" É uma coleção juvenil que alia acontecimentos históricos lendas e ficção. Nolita, a heroína, e os seus amigos arqueólogos viajam ao passado para salvar a História de Portugal e impedirque o seu curso seja alterado.São aventuras ao jeito de Indiana Jones, cheias de histórias arqueológicas e com muita ação, suspense, mistérios, segredos, perigos e humor. "



      


E quem são os arqueólogos?



          No site: http://osarqueologos-mariajorge.blogspot.pt/ podes encontrar novidades sobre esta coleção, informações sobre a sua autora, leres pequenos excertos de capítulos destas obras, entrevistas, passatempos, entre outras informações.

" Junta-te aos Arqueólogos e vem viver emocionantes aventuras pelo passado! 

Com a Nolita, a Lara, o João, o Pedro e a Sofia podes estar perante cavaleiros templários do século XII ou diante das caravelas do século XVI! 

Podes viver as batalhas entre cristãos e mouros da época medieval ou viajar nos grandes navios da época dos descobrimentos!

Não percas, pois só com os teus novos amigos é que podes «viajar» para outras épocas!"






sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ilusão de Ótica IV

A Cidade dos Relógios Engraçados


Quantos relógios vês na Imagem?

A Leitura é ...


"Pelo Sonho é que Vamos"

O SONHO
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da GamaPelo Sonho é que Vamos



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Indeciso



Eu quero ser tudo
futebolista e arquitecto
actor de cinema mudo
é preciso é que dê certo.

No fundo o que eu quero
é ser grande e bem depressa
porque isto de crescer
não pode ser só conversa.

Quero ser grande em altura
sem ter projecto nenhum
e quem sabe se hei-de ser
piloto de Fórmula Um?

Também quero ser marinheiro,
alpinista e domador,
herói de banda desenhada,
pirata e aviador.

Quero ser de tudo um pouco
Pois tenho imaginação
Para acreditar que acordo
Com o mundo na palma da mão.


José Jorge Letria, O que eu vou ser quando crescer


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