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Como se aprende a gostar de ler? Como descobrir prazer na História? Este sítio destina-se principalmente aos alunos do 2º ciclo, tanto aqueles que amam os livros e são entusiastas pela história como os outros que poderão vir aqui a descobrir que afinal para gostar é preciso tentar.

Ilustração: Ivan Zigg

sábado, 10 de agosto de 2013

Brinquedo

Foi um sonho que eu tive
Era uma grande estrela de papel
Um cordel, e um menino de bibe.
O menino tinha lançado a sua estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão,
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel,
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

                                  poema de Miguel Torga


Todos os brinquedos foram feitos em papel

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Era uma vez ...

A Cinderela


Rapunzel ( Entrelaçados )



O Rei Leão




Peter Pan




Carros




Michey & Companhia





Versos dos Lenços de Namorados



O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão, bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres com idade de casar. Os símbolos mais comuns que encontramos nos lenços estão relacionados com o amor: corações, motivos florais, chaves, pássaros e ramos. Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ser bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias. As moças começavam a bordá-los na infância, usando-o inicialmente como adereço do seu traje, quer na bainha da saia ou no bolso do avental. Mais tarde, o lenço seria oferecido ao rapaz por quem ela se apaixonara, que o passaria a usar em público por cima do casaco domingueiro, no bolso, ou ao pescoço, como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Era assim usado como ritual de conquista. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início à ligação amorosa.
É provável que a origem dos "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVIII, que posteriormente foram adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspeto mais popular.

Bordados feitos em papel - Recriação dos Lenços de Namorados - Festa das Ruas Floridas de Redondo ( Alentejo ), agosto de 2013
Os versos dos Lenços de Namorados expressam amor, ternura, desejo, apreço, ansiedade, entrega, sinceridade,  saudade, ciúme, desgosto,… Nos lenços mais antigos, os erros ortográficos eram comuns, dado que  a maioria das bordadeiras não sabia ler nem escrever, limitando-se a copiar as letras e palavras de marcadores já elaborados. Nestas quadras não se pode procurar concordância ou respeito pelas regras de ortografia. Há letras invertidas, letras que faltam ou que sobram, …
 

E tan certo eu amarte
Como o lenço branco ser
Só deixarei de te amar
Cuando o lenço a cor perder

O meu coraca
O/ so a ti adora
So por ti suspi
Ra/ so por ti chora

OT EULADOSATISFEITA
PASSOANO UTEIUDIA
SOTUS U M E U E NCANT
OAM I NHADOCE.ALEGRIA     

Bai lenco da minha mao
Bai currer a freguesia
Bai dar em formações
Da minha sabeduria

Méu curação lial quem
Mo qizér amar
Merserá gárnde
Castigo quem no cizér falsiar

Aqui tens meu coração
E a chabe pró abrir
Num tenho mais que te dar
Nem tu mais que me pedir.

Bai carta feliz buando
Nas asas dum passarinho
Cando bires o meu amor
Dále um abraço e um veijinho

Meu Manel bai pró Brasil
Eu tamen bou no Bapor
Guardada no coração
Daquele quê meu amor

Meu Manel bai pró Brazil
Eu tamem bou no bapor
Gardada no coração
Daquele qué meu amor

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os Estrunfes ( Smurfs ) em Redondo!

               Muito atual,  já que estreou nos cinemas o filme  " Smufs 2 ": na festa das Ruas Floridas em Redondo podemos encontrar estas engraçadas figurinhas. Efetivamente, ali deparamos com uma rua cujo tema é precisamente este. Assim, ao percorrermos essa rua damos de cara com o sábio " Grande Estrumphe ", a loirinha Estrumphina, o  Resmungão, o Vaidoso, o Desastrado,  entre outros estrunfes, para além do feiticeiro Gargamel ( Gasganete ).



"Alentejo"



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Firmino, o amigo dos pássaros!

 Não quero ser espantalho
«Porque não gostam os pássaros de mim, se os pássaros são a coisa de que eu mais gosto na vida?» - lamentava-se, choroso, o espantalho Firmino, vendo bandos de pardais, tentilhões e pintassilgos avoar muito distantes, a caminho de terras quentes.
Tinham-no colocado no meio de uma grande seara para afugentar a passarada. Estava ali de pé firme, com um ar muito triste, roupas esfarrapadas e lágrimas secas ao canto dos olhos pequeninos.
Quando chegava a Primavera e os pássaros chegavam de muito longe, com as suas penas coloridas e chilreios alegres, tentava acenar-lhes com as mãos de pano, mas não conseguia fazer sequer um movimento porque estava preso a grossas estacas de madeira.
Por mais que tentasse, por maiores que fossem os seus esforços, não conseguia deixar de assustar os pássaros. Gostava de ser amigo deles, de os ajudar, de os abrigar, cansados da longa viagem, debaixo dos seus grandes braços de pano, madeira e arame.
 O dono das terras queria-o ali, carrancudo e ameaçador, para evitar que os pássaros estragassem as culturas. Mas Firmino, embora compreendesse o que se esperava dele, não conseguia estar de acordo. Não podiam fazer dele um espantalho mau à força. Ele gostava de flores, de rios de água azul, do riso das crianças, de estrelas, de fios de luar e palavras doces.
Ano após ano chegavam bandos de pássaros de muito longe, mas com nenhum conseguiu fazer amizade.
Mal o viam lá de cima mudavam de rota.
Firmino ainda se tentou embelezar.
Encheu de lindas papoilas vermelhas o grande chapéu preto, sujo e esburacado. Mas nem assim conseguiu melhores resultados.
Que podia ele fazer numa situação daquelas? Fugir? Deixar de ser espantalho? Explicar aos pássaros que não queria nem podia fazer-lhes mal? Foram ideias que teve, mas nenhuma podia tornar-se realidade, porque cada vez se sentia mais enterrado no chão mole da seara, incapaz de se mexer, de fazer um gesto sequer.
Ia já adiantada a primavera, quando viu desenhar-se no grande céu azul um bando de pássaros coloridos.
Foi então que tudo se tornou cinzento e frio e abril, de súbito, se transformou num dezembro de tempestade.
Era a primeira vez que via uma coisa assim.
Empurrados pela forte ventania, os pássaros afastaram-se da rota e foram cada um para seu lado, muito aflitos. Alguns caíram exaustos no meio da seara.
Só lhes restava um caminho e foi esse precisamente que escolheram: num esforço final juntaram-se todos e poisaram no chapéu e nos braços de Firmino que, feliz, os protegeu para evitar que fossem arrastados pela tempestade.  
Enfiou uns debaixo do casaco, outros debaixo do chapéu, outros ainda dentro das mangas largas e cheias de palha macia.
Quando o temporal amainou, os pássaros agradeceram-lhe e prepararam-se para seguir de novo a sua rota. A rota tranquila da primavera.
“Levem-me convosco. Porque eu gosto muito de pássaros e estou farto de ser espantalho” – pediu Firmino, cheio de timidez. Ainda não tinha acabado de falar e já os pássaros o elevavam no ar, a grande altura.
Tão alto que nunca mais ninguém o viu.
E agora, sempre que chega o mês de abril e as árvores se cobrem de folhas muito verdes e os campos de erva fresca e macia, Firmino voa alegre sobre as searas, suspenso nos bicos dos seus maiores amigos.»
José Jorge Letria,
                              in 
“Histórias do Arco-Íris”, pp. 24-27.Lisboa: Livros Horizonte, 1983.







Leilão de jardim!


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